História

Arquivo Público do Estado do Espírito Santo

1908

É criado com o nome de "Archivo Público Espírito-Santense", em 18 de Julho, pelo decreto nº 135 do Presidente do Estado, Jerônimo Monteiro, como um anexo à Biblioteca Pública. Em 02 de dezembro a repartição foi regulamentada pela lei nº 559, como dependente da Secretaria Geral do Governo. O acervo existente e a ser recolhido ficou dividido em quatro ordens: 1ª Legislativa e Administrativa; 2ª Judiciária; 3ª História e Geografia e 4ª Literária e Artística. 

 

1909

Em fevereiro Henrique Alves de Cerqueira Lima torna-se o primeiro diretor do Arquivo Público. Diocleciano Nunes de Oliveira foi incumbido por Jerônimo Monteiro de reorganizar a documentação que integraria o acervo do Arquivo. Nesta tarefa chefiou uma comissão de doze pessoas, dentre elas, Ubaldo Ramalhete Maia e o arquivista João Calmon Adnet. Este último ocupou a direção do Arquivo entre a saída de Henrique Alves de Cerqueira Lima e a nomeação de Augusto Calmon Nogueira da Gama, em março de 1923. 

 

1910

Conforme o livro de atas de inaugurações ocorridas na administração estadual de 1908 a 1912, o "Archivo Público Espírito-Santense" foi instalado em um dos Salões do Palácio do Governo. Pelo decreto nº 583, de 05 de Março de 1910, o Presidente do Estado regulamenta os diversos ramos da administração do Estado. Por este ato o Arquivo Público passa a funcionar na Diretoria do Interior e Justiça, junto com a Biblioteca Pública.

 

1914

A união entre a Biblioteca e o Arquivo Público é mantida e reforçada pelo decreto nº 1.738 de 31 de março, publicado em 18 de Abril de 1914, que regulamentava a administração estadual.

 

1921

Pelo decreto nº 4.404 de 14 de Junho de 1921 a Biblioteca e o Arquivo Público são transferidos para a Secretaria do Interior.

 

1923

Augusto Calmon Nogueira da Gama é nomeado diretor-geral. Relatórios e outros expedientes referem-se a um vazamento de águas das chuvas ocorrido no local onde funcionava o Arquivo Público. Comenta-se também o desaparecimento de parte do "depósito" consumido por cupins.

Imóvel onde funcionava o Fórum de Vitória e que foi demolido para ser construído o prédio que abrigaria, em 1926, o “Archivo Público Espírito-Santense” e a “Biblioteca Pública Estadual”.

1924

A lei nº 1.448, de 10 de Julho de 1924, criou o cargo de Chefe de Seção, Superintendente da Biblioteca e Arquivo Público, tendo sido, para o mesmo, nomeado Moysés de Medeiros Accioly, que exerceu o cargo até 1938. O Governo do Estado readquire o terreno no qual se construiu, no ano seguinte, a sede do APEES.

1925

Na administração do Presidente do Estado Florentino Avidos foi construído o edifício sede do Arquivo Público Estadual e Biblioteca.

1926

O prédio situado à Rua Pedro Palácios foi inaugurado em novembro. Moysés de Medeiros Accioly encontra o Arquivo Público em mau estado, nos fundos do andar térreo do Palácio do Governo, quando realiza a mudança para a nova sede, dotada de melhorias significativas para a época como estantes de aço.

1927

O relatório do diretor da repartição ao Secretário do Interior, referente ao ano de 1927, traz a seguinte passagem: Dada a desordem e confusão em que se acham os antigos livros, documentos e papéis, resolveu V. Exa. conseguir do governo a designação de uma Comissão, sob a chefia do ilustrado desembargador Carlos Xavier Paes Barreto, para se incumbir da classificação e catalogação de todos os papéis, documentos e livros úteis, a fim de poder regularmente funcionar este importante departamento. (...) Não tem sido poucas as dificuldades encontradas pela mencionada Comissão no desempenho de suas funções, em virtude do baralhamento em que se encontram os papéis recolhidos ao Arquivo. (...) Não obstante, acha-se quase completo o trabalho de separação, classificação, catalogação e encadernação da seção histórica, estando adiantados os das seções administrativa, legislativa e judiciária. (...) Somente após a reorganização dos papéis e documentos já depositados no Arquivo, convirá ser solicitada das diversas Secretarias de Estado a remessa de papéis, documentos e livros anteriores a 1923, afim de ser procedida a devida classificação e catalogação. De outro modo virão tais papéis aumentar a confusão existente, pela mistura que, inevitavelmente, se dará.

1930

Em janeiro de 1930 os funcionários custeados pela verba “Serviço de Reorganização do Arquivo Público” são dispensados, por não existir mais o recurso no orçamento.

1931

Em abril de 1931 os papéis pertencentes ao arquivo do extinto Congresso Legislativo foram removidos para o Arquivo Público, onde realizou-se a sua reorganização.

1935

Em abril de 1935 os papéis são entregues ao diretor da Secretaria da Assembleia Constituinte. Do relatório de Moysés de Medeiros Accioly, referente ao ano de 1935, é interessante transcrever o seguinte trecho: O departamento acha-se sob a imediata dependência da Secretaria do Interior. Na reorganização do Arquivo, em 1927, procurou-se estabelecer o critério de assinalar-se certas épocas distintas da Literatura do Brasil, havendo coleções em separado da que se refere, por exemplo, à escravidão, aos indígenas, etc. Não há regulamento impresso. A consulta é feita tendo à mão o catálogo geral ou o especial Na remodelação a que me referi seria o Arquivo dividido em 5 seções: a 1ª contendo a parte histórica; a 2ª a legislativa; a 3ª a judiciária; a 4ª a executiva e a 5ª os impressos. Cada uma delas teria as subseções e em cada uma destas, haveria ainda a divisão cronológica. Regula o Arquivo Público o decreto nº 1.738 de 31 de março de 1914.

1936

Conforme consta em prestações de contas do Fundo SVOP e do relatório do Interventor João Punaro Bley, neste ano o edifício sede do APEES sofre a sua primeira reforma, tanto interna quanto externa.

1943

É desfeita, do ponto de vista administrativo, a união entre Arquivo e Biblioteca Pública. Seguindo a reforma administrativa empreendida naquele ano pelo interventor federal Jones dos Santos Neves o Arquivo Público continua na Secretaria do Interior e Justiça e a Biblioteca Pública passa para a Secretaria de Educação e Saúde, mais tarde Educação e Cultura (decreto nº 142 de agosto de 1943, confirmado pelo art. 15 do decreto nº 15.090 de 28 de outubro de 1943).

1944

Neste ano o Arquivo Público inicia suas publicações com um catálogo, organizado por Moysés de Medeiros Accioly, referente a uma série documental do Fundo Governadoria.

1945

Dando continuidade as suas publicações o Arquivo edita a transcrição do “Livro de Tombo de Nova Almeida”, feita pelo professor Mário Aristides Freire com base em volume manuscrito pertencente ao acervo da instituição, recolhido em 1935.

1946

Em uma só obra, publicaram-se os seguintes trabalhos: “Parecer na questão entre o Estado do Espírito Santo e os banqueiros J. Loste & Cia, de Ruy Barbosa; “A Ordem de São Bento na capitania do Espírito Santo, de D. Clemente Maria da Silva Nigra e “Orquidáceas novas do Estado do Espírito Santo”, de Augusto Ruschi.

1951

Com a obra “Constituições do Estado do Espírito Santo”, de Milton Caldeira, o Arquivo encerra a primeira fase de suas publicações.

1967

Devido à decadência pela qual passa no final da década de 1950 e na década de 1960, o Arquivo Público torna-se uma simples seção, subordinada ao Departamento de Administração Geral (DAG) pela reforma administrativa implantada pela lei nº 2.296 de julho de 1967.

1971

Neste ano o DAG é transformado em Secretaria de Administração, continuando o Arquivo Público a ele vinculado.

1972

Por meio da cooperação entre Governo do Estado e o Departamento de História da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) inicia-se a reorganização do acervo, sob a coordenação da professora Gilda Rocha. Este convênio será responsável pelo “ressurgimento” da instituição no cenário capixaba.

1974

Em 12 de dezembro de 1974 a lei nº 2.942 eleva a repartição ao nível de diretoria, subordinada à Divisão de Seleção, Documentação e Divulgação e ela passa a ter regulamento próprio com um Serviço de Arquivística (possuindo as Seções de Documentação Escrita, Cartográfica e Fotográfica e de Pesquisa e Consultas) e o Serviço de Arquivoconomia (com a Seção de Conservação e Restauração de Documentos e de Reprografia).

1975

Reiniciam-se as publicações do Arquivo Público com o “Catálogo I” organizado pela professora Gilda Rocha.

1976

O campo de atuação e as atividades do Arquivo passam a ser disciplinadas pelo decreto n.º 877-N de 25 de agosto de 1976.

1978

O APEES publica a “Memória statística da Província do Espírito Santo escrita no anno de 1828 por Ignácio Accioli de Vasconcellos”.

1979

A Biblioteca Pública muda-se para uma nova sede na Praia do Suá, passando o Arquivo Público a ocupar todo o prédio. Neste ano o Arquivo publicou as seguintes obras: “A Irmandade e a Santa Casa da Misericórdia do Espírito Santo” de Affonso Schwab e Mário Aristides Freire e “Jerônimo Monteiro – sua vida e sua obra” de Maria Stella de Novaes.

1980

Como o prédio, sede do Arquivo Público desde 1926, apresentava problemas de rachaduras em sua estrutura, executou-se ampla reforma das instalações físicas (incluindo rede elétrica e de água), quando foram implantados laboratórios de restauração de papel e de processamento de microfilme. A reforma se estendeu até o ano de 1982 e trouxe modificações como a substituição da cobertura de telhas de barro tipo francesa por telhas de cimento amianto, mantendo-se todo o engradamento original em madeira de lei.

1981

As obras de reforma tiveram prosseguimento. Foi feita a substituição do piso térreo em ladrilho hidráulico por tacos de madeira e piso emborrachado. Como resultado da reestruturação do Arquivo e reorganização do acervo é lançado neste ano o “Guia Preliminar do Arquivo Público Estadual”. A obra fornecia uma descrição do acervo da instituição e traçava diretrizes. Foi um dos primeiros guias de acervo documental do país. A publicação foi a nº 1 da série “Instrumentos de Pesquisa”, da coleção “Memória Capixaba”. Na introdução o diretor do Arquivo, Fernando Antônio de Moraes Achiamé, afirmava: Pode-se resumir esta fase de transição no seguinte: não aceitamos mais os antigos catálogos manuscritos e nem elaboramos ainda os novos instrumentos de pesquisa. Vivemos um período de afirmação técnica, quando todos os servidores desta instituição estão objetivando aplicar os princípios da arquivística. (...) Por tudo isto, a feição deste Guia e, portanto, a sua utilidade são transitórias. Esperamos que no espaço de dois a cinco anos ele seja substituido por uma versão definitiva, que refletirá os avanços técnicos a serem obtidos no APE. (...) O Guia Preliminar, tendo um compromisso com a verdade, indica para os pesquisadores o acervo a utilizar e, para nós arquivistas, indica o trabalho já realizado e o muito de trabalho que resta a fazer.

1982

É concluída a reforma do prédio sede do Arquivo Público.

1983

A sede do Arquivo Público é tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Estadual pelo Conselho Estadual de Cultura.

1986

É publicado o “Catálogo de plantas e mapas”, com aproximadamente 300 plantas e mapas do acervo, a maioria do século XIX. Também é publicado neste ano “Jornais e relatórios de presidente de província”, instrumento que apresentava ao público o acervo existente em microfilme na época.

1987

O Arquivo, pela lei n.º 3.932, de 14 de maio de 1987, é transformado em Órgão de Regime Especial, conforme definição do art. 6º, inciso III e parágrafo único da lei n.º 3.043, de 31 de dezembro de 1975. Na mesma lei é criado o cargo de Diretor de Órgãos de Regime Especial, conforme anexo único referente ao art. 13º.

1988

Assume a direção-geral do Arquivo Público Maria Inês Ribeiro Pupa. O APEES publica, em homenagem aos 100 anos da Abolição da Escravatura, o “Guia de Fontes para História da Escravidão no Espírito Santo”. Também é feita a publicação da “Legislação provincial do Espírito Santo – ementário 1835-1888”, um importante instrumento de pesquisa.

1989

Fez-se a publicação da “Legislação Republicana do Espírito Santo – ementário 1889-1930 (vol. 1)”, dando continuidade à publicação do ano anterior.

1990

São feitas as publicações da “Bibliografia de publicações oficiais do Estado do Espírito Santo e do catálogo de documentos especiais – acervos sonoros (1975-1987)”.

1991

É publicado o “Catálogo de documentos especiais – acervos fotográficos (1951-1955)”, abrangendo o governo de Jones Santos Neves.

1993

É impresso o “Inventário do Fundo Fazenda – Grupo Coletorias (1836-1966) volume I”, importante instrumento de pesquisa do maior fundo documental do acervo do APEES.

1994

Reestruturado pela lei complementar n.º 47, de 22 de março de 1994, o APEES continua subordinado à Secretaria de Estado da Administração e dos Recursos Humanos (SEAR).

1995

Assume a direção-geral do Arquivo Público o sociólogo e escritor, Agostino Lazzaro.
Desenvolve-se o "Projeto Imigrantes Espírito Santo", que visa resgatar por meio do rastreamento das fontes documentais do acervo do Arquivo, os imigrantes que deram entrada e colonizaram o Estado a partir de 1812 até 1900. O APEES dá início a uma nova linha editorial com a “Coleção Canaã” e publica o primeiro volume intitulado “O Estado do Espírito Santo e a Imigração Italiana (relato do Cavalheiro Carlo Nagar Cônsul Real em Vitória)”. Começa o processo de informatização do órgão.

1996

Conforme a lei complementar n.º 76, de 23 de janeiro de 1996, o Arquivo Público passou a integrar a estrutura organizacional básica da Secretaria de Estado da Cultura e Esportes, como entidade vinculada e descentralizada, sendo mantida sua natureza jurídica.
É impresso o segundo volume da “Coleção Canaã”, com o título: “Projeto de um Novo Arrabalde (1896)”, de autoria de Francisco Saturnino Rodrigues de Brito.

1998

Em 20 de julho, quando já havia completado 90 anos, o APEES foi o primeiro arquivo do país a receber a documentação completa do "Projeto Resgate", que trouxe os registros, em microfilmes e CD-ROM, de documentos referentes à Capitania do Espírito Santo, pertencentes ao Arquivo Histórico Ultramarino, em Portugal, abrangendo um período compreendido entre os anos de 1585 até 1822. Na mesma data foi lançada a primeira página do APEES na Internet. É publicado o volume da “Coleção Canaã”: “Donatários, Colonos, Índios e Jesuítas: o início da colonização do Espírito Santo”, da historiadora Nara Saleto.

1999

Foram realizadas transformações estruturais nos serviços prestados ao público: uma parceria com o Ministério da Cultura proporcionou a informatização do APEES, além da aquisição de equipamentos. Montou-se um laboratório de fotografia e um Centro de Processamento de Dados (CPD) com diversos computadores e periféricos.

2000

Dentro da programação alusiva aos 150 anos da Insurreição de Escravos ocorrida no antigo distrito de Queimado em 1849, o Arquivo e a Prefeitura Municipal da Serra, promovem a Exposição dos 150 anos, exibindo além de reproduções de fotos antigas da igreja de São José do Queimado, uma série de reproduções do jornal “Correio da Victoria”, que iniciou sua publicação no ano da revolta. A exposição fechou o ciclo de eventos que lembraram os 150 anos do episódio. Neste ano inicia-se o projeto “Arquivo Itinerante”, no qual uma equipe do APEES se desloca - equipada com um escritório móvel - para os municípios do interior capixaba atendendo diretamente a população. O primeiro município visitado foi Venda Nova do Imigrante.

2003

Pelo decreto nº 1.128-R, de 03 de fevereiro de 2003 o Arquivo passa a ser vinculado à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão, sendo mantida a sua situação jurídica. No mês de novembro o APEES, em parceria com a escola estadual de ensino fundamental de “Alto Rio Possmoser”, no município de Santa Maria de Jetibá, realiza o atendimento gratuito aos alunos, distribuindo Registros de Entrada de Imigrantes. Em dezembro ocorreu a mudança dos dois anexos alugados existentes na Rua Jair Etiene Dessaune, no bairro Ilha de Monte Belo, em Vitória, para um edifício localizado na Rua Barão de Itapemirim, no Centro. O acervo transportado lotou os quatro pavimentos do novo anexo do APEES.

2004

No dia 17 de fevereiro, em solenidade no Palácio Anchieta, foi feita a comemoração dos 130 Anos de Imigração Italiana no Espírito Santo. No ato foi feita a entrega de Registros de Entrada de Imigrantes, produzidos pelo APEES.No dia 01 de maio o Arquivo, juntamente com a Secretaria de Estado da Cultura e Prefeituras Municipais de Santa Leopoldina e Santa Teresa, promoveu a 1ª versão do “Caminho do Imigrante”, refazendo o percurso feito a mais de 130 anos por imigrantes que colonizaram o atual município de Santa Teresa. O percurso de 29 Km é a antiga Estrada de Rodagem “Bernardino Monteiro”, inaugurada em 1919, e primeira estrada de rodagem construída para tráfego de veículos automotores no Espírito Santo. A caminhada contou com a participação de aproximadamente 1.000 pessoas.

Pelo decreto nº 1.320-R de 03 de Maio de 2004 o Arquivo Público Estadual volta a ser vinculado à Secretaria de Estado da Cultura, sendo mantida a sua situação jurídica.
No último semestre deste ano a instituição inicia a licitação de vários equipamentos a serem adquiridos com o fim de modernizar e agilizar o atendimento ao público no órgão com recursos provenientes do Diário de Imprensa Oficial. No mês de novembro é feito atendimento gratuito do Projeto Imigrantes ES em estande na Assembléia Legislativa do Espírito Santo. Em dezembro o APEES lançou o quinto volume da Coleção Canaã, o qual intitulou-se “VIAGEM AO ESPÍRITO SANTO: IMIGRAÇÃO E COLONIZAÇÃO SUÍÇA, 1860” de autoria do emissário da Confederação Helvética, Johann Jakob von Tschudi, que esteve visitando os colonos suíços no Espírito Santo em fins de 1860. Tschudi produziu um relatório de cunho oficial no mesmo ano, publicado em língua francesa; integra a primeira parte do livro. A segunda parte é a tradução do capítulo referente ao Espírito Santo, sobre a mesma viagem, porém, com olhos de um viajante estrangeiro, publicado entre 1866/69 em língua alemã, dentro da vastíssima obra sobre suas viagens pela América do Sul, Reisen durch Südamerika. O livro também traz as primeiras fotografias do Espírito Santo que foram produzidas também no ano de 1860 pelo fotógrafo francês, Victor Frond, cuja identificação de autoria dos originais que se encontravam na Biblioteca Nacional só foi possível graças à informação contida na obra de Tschudi.

2005

O APEES organiza a segunda edição do “Caminho do Imigrante”, no dia 1º de maio, que contou com a participação de mais de 1500 pessoas. O Governo do Estado oficializou a cessão do Edifício Getúlio Rezende, situado à Rua Sete de Setembro, como nova sede para o Arquivo Público. É lançado o Programa de Gestão de Documentos (Proged), uma iniciativa do Arquivo Público em parceira com a Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (SEGER) e o Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Espírito Santo (ITI), que formam o Comitê Gestor. O seminário de lançamento foi apresentado ao público no dia 14 de outubro no auditório do Tribunal de Contas do Estado.

2006

A primeira edição da Revista do “Instituto Histórico e Geographico do Espírito Santo (IHGES)”, impressa originalmente em 1917, é disponibilizada no site do APEES. A publicação relata fatos da vida de Domingos Martins e sua participação na Revolução Pernambucana. A revista apresenta também atas de reuniões do Instituto Histórico, incluindo a de fundação do órgão em 1816.

Outros materiais são disponibilizados no site da instituição, são eles: Memoria Statistica da Provincia do Espírito Santo, escrito em 1828 por Ignacio Accioli de Vasconcellos; Projecto de um Novo Arrabalde, publicado em 1896 por Francisco Saturnino Rodrigues de Brito; Relato do Cavalheiro Carlo Nagar, Cônsul Real em Vitória - O Estado do Espírito Santo e a Imigração Italiana, publicado originalmente em 1895 e Viagem à Província do Espírito Santo - imigração e colonização suíça, que contém dois relatórios escritos pelo enviado extraordinário da Confederação Suíça ao Brasil, Johann Jakob von Tschudi.

Modernizando o atendimento ao público o APEES passa a atender a solicitações de digitalização de microfilmes. O serviço é feito a partir de demanda: os usuários conferem nas leitoras de microfilmes o documento desejado e depois requerem a digitalização.

Em 2006 ocorre ainda a publicação da Lei Complementar nº370  que reorganiza o Arquivo Público e dispõe sobre a estrutura organizacional.

2007

O APEES promove a digitalização do mais importante estudo sobre os primeiros escritores capixabas. Trata-se de uma obra rara intitulada História da Litteratura Espírito-Santense, do escritor, historiador e primeiro presidente do Espírito Santo, Affonso Cláudio. Publicado em 1912, traz em suas 558 páginas diversas resenhas literárias e seleções de textos produzidos por vários escritores do Estado, a partir do século XVIII.

São digitalizados também cinco volumes da revista do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo (IHGES), dentro do Projeto Biblioteca Digital, que correspondem aos números 4, 5, 6, 7 e 8, publicados nos anos de 1925 e 1926.

2008

No dia 15 de janeiro os trabalhos do Arquivo Público deixam de ser realizados na Rua Pedro Palácios, no Centro de Vitória, passando para o prédio Getúlio Rezende, cedido pelo Governo do Estado, localizado na Rua Sete de Setembro, ao lado do Palácio da Fonte Grande.

O APEES lança o portal do “Projeto Imigrantes”, disponibilizando online as listas de passageiros dos navios, que trouxeram milhares de famílias estrangeiras para o Espírito Santo.

Foram reeditados os livros História do Estado do Espírito Santo, de José Texeira de Oliveira; Viagem de Pedro Segundo ao Espírito Santo, de Levy Rocha; e lançado Os capixabas holandeses, de Ton Roos e Marjge Eishuis.

Iniciou-se, em dezembro, a participação do Arquivo Público no Projeto “Memórias Reveladas - Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil”, uma iniciativa da Casa Civil da Presidência da República e coordenado pelo Arquivo Nacional. O APEES foi um dos primeiros signatários do projeto que visa organizar, catalogar, descrever, reproduzir e publicar em uma base de dados, via internet, especialmente desenvolvida para o projeto, referências e a reprodução digital dos documentos produzidos pela Delegacia de Ordem Social e Política do Espírito Santo (DOPS/ES) durante o período da Ditadura Militar (1964-1985).
No dia 27 de dezembro o APEES é homenageado com o “Prêmio Bienal São Benedito – 5ª edição”, que é conferido a entidades e pessoas que contribuíram para a preservação da cultura popular no Espírito Santo.

2009

O APEES promove, em Melgaço, interior de Domingos Martins, o lançamento do livro Mar Azul (Blåg Sei): Poesias de um Pomerano, do autor Celso Kalk, em comemoração aos 150 Anos da imigração pomerana no Espírito Santo.
O site do “Projeto Imigrantes” é atualizado com a inserção de 1.715 novos registros de estrangeiros que entraram no Estado, em sua grande maioria, no início do século XX.

É lançado o sexto volume da Coleção Canaã, o livro Colônias Imperiais na Terra do Café, do sociólogo italiano Renzo Grosselli, em homenagem aos 135 anos da imigração italiana no Espírito Santo.

2010

O APEES disponibiliza na internet, aos interessados em conhecer mais sobre a história do Espírito Santo, 40 mensagens de Governo do período de 1892 a 1930. São mais de 4.200 páginas digitalizadas e que podem ser acessadas diretamente no site da instituição. As mensagens são discursos em forma de relatório, apresentadas à Assembléia Legislativa pelo chefe do poder executivo, na época ainda denominado de presidente.

2011

É publicado, com o apoio do APEES, o Inventário Analítico do Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda, sob a organização dos professores do curso de Arquivologia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) André Malverdes e Margarete Farias de Moraes.

O Governo do Espírito Santo inaugura a nova sede do Arquivo, após uma série de reformas de adaptação e modernização para favorecer o acesso, a preservação e a organização dos documentos. Na nova sede os acervos foram acomodados em estantes deslizantes instaladas em ambientes climatizados, com controle de temperatura e umidade, que seguem as normas internacionais. A sala de pesquisas foi ampliada, oferecendo maior comodidade aos visitantes. O novo APEES contou ainda com um laboratório de microfilmagem, um moderno Centro de Processamento de Dados para guarda e acesso aos documentos digitais e um auditório para 90 pessoas.

A UNESCO, órgão da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, por intermédio da diretora Irina Bokova, certifica ao APEES a inscrição do Fundo Documental da Delegacia de Ordem e Política Social - DOPS (1964-1985), referente à documentação da Ditadura Civil-Militar no período citado, como parte integrante da Memória do Mundo.

2012


Em 2012 milhares de capixabas puderam conhecer um pouco mais do seu passado e dos seus familiares por meio das ações e projetos do APEES. Foram realizadas 1.231 visitas à Instituição, sendo a imigração, a história da escravidão e a imprensa os temas mais pesquisados. Uma das atividades de maior destaque foi a emissão do “Registro da Entrada do Imigrante”, documento gerado a partir do “Projeto Imigrantes”, que traz as informações catalogadas para cada membro das famílias que colonizaram o Estado. Em 2012 foram emitidos 259 registros na sede e 546 por meio do “Arquivo Itinerante”, que consiste na utilização de veículo adaptado como escritório móvel para o atendimento às comunidades, buscando expandir o acesso dos descendentes às informações.

2013


Em 2013 passaram pelo processo de digitalização 13 mil fichas da Delegacia de Ordem Política e Social do Espírito Santo (DOPS/ES), 93 imagens do Governo do Interventor Federal João Punaro Bley, do ano de 1936 e outras 200 fotografias do setor iconográfico da instituição. Ocorreu ainda a microfilmagem do acervo da Diretoria de Propaganda, Turismo e Diversões Públicas, que gerou nove rolos onde constam correspondências, ofícios, telegramas e relatórios referentes às atividades administrativas, de controle de divulgação, imprensa e radiodifusão. Também foi concluído o processo de microfilmagem de 84 caixas de documentos do Fundo DOPS/ES os quais foram indexados à base de dados do projeto “Memórias Reveladas”.

2014


Sete livros com novos olhares e estudos sobre temas como a imigração, as viagens de estrangeiros em terras capixabas, os tropeiros e as manifestações culturais foram lançados pelo Público do Estado do Espírito Santo (APEES). “Fazenda do Centro: imigração e Colonização Italiana no Sul do Espírito Santo”, de Sérgio Peres de Paula; “Viagem ao Espírito Santo - 1888” da Princesa Teresa da Baviera; “Nossa Vida no Brasil: imigração norte-americana no Espírito Santo (1867-1870)”, de Julia Louisa Keyes; Tropas e Tropeiros: o transporte a lombo de burros em Conceição do Castelo, de Armando Garbelotto; Viagem pelas Colônias Alemãs do Espírito Santo, de Hugo Wernicke; "Italianos - base de dados da imigração italiana no Espírito Santo nos séculos XIX e XX" e "Imigrantes - base de dados da imigração estrangeira no Espírito Santo nos séculos XIX e XX", ambos de autoria de Cilmar Franceschetto e organização de Agostino Lazzaro.

2015


Em23 de setembro toma posse como Diretor Geral da instituição o jornalista Cilmar Cesconetto Franceschetto, um dos idealizadores, pesquisador e coordenador do projeto “Imigrantes Espírito Santo” e do “Arquivo Itinerante”. Autor de quatro livros sobre a história do Espírito Santo e coordenador editorial da “Coleção Canaã”, com 23 obras publicadas. No cargo de diretor técnico administrativo foi empossado o economista, especialista em Gestão Pública, MBA em Finanças, Augusto César Gobbi Fraga. Foram implantadas no Museu do Colono, em Santa Leopoldina, e no Centro Cultural Máximo Zandonadi, em Venda Nova do Imigrante, as unidades do Núcleo de Atendimento Arquivo Imigrante. Trata-se do recebimento de documentos e fotografias dos imigrantes, e impressão do Registro de Entrada de Imigrante nessas cidades a exemplo do atendimento realizado na Sala de Consultas da instituição, em Vitória. Foi realizado pelos servidores do APEES o Diagnóstico da Situação Arquivística em todos os órgãos e secretarias do Executivo Estadual.


O APEES também foi espaço para diversas manifestações culturais, dentre elas as exposições: “Rádio Espírito Santo, 75 anos no Ar”; em parceria com a Rádio/TV/ES; “Revista Imã: 30 Anos”; organizada pela jornalista Sandra Medeiros (editora); “Movimentos em Aquarela” – Obras da Artista Plástica e funcionária da COPAC/APEES Josi Jubini e “Vitória antiga: uma viagem no tempo”; de André Malverdes, pesquisador, historiador e arquivista. No auditório foram lançados os documentários: “Febre Brasileira”, sobre a imigração holandesa no Espírito Santo e “Brasil Talian”, sobre os dialetos preservados pelos ítalo-capixabas e gaúchos. Em 2015 foi lançado o livro: “Índios Botocudos do Espírito Santo no século XIX” de Paul Ehrenreich e e fotos anexas de Walter Garbe.

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